C6 Graphene dispara na pontuação e expõe atraso do Itaú no segmento World Legend
Por MRNews
O mercado de cartões de crédito premium vive uma transformação acelerada em 2026. Em um momento em que os bancos disputam os clientes de alta renda com benefícios cada vez mais robustos, o anúncio do C6 Bank de aumentar a pontuação do Graphene Mastercard World Legend acendeu um alerta para concorrentes tradicionais, especialmente o Itaú.
A mudança promovida pelo C6 elevou significativamente o potencial de acúmulo de pontos do Graphene, colocando o cartão entre os mais agressivos do mercado brasileiro. O movimento não apenas fortalece a posição do banco digital entre os clientes de patrimônio elevado, como também evidencia uma perda de competitividade dos cartões World Legend do Itaú Personnalité.
C6 Graphene assume protagonismo
Até pouco tempo atrás, o Graphene era frequentemente criticado por oferecer uma pontuação considerada modesta para um cartão voltado ao segmento de altíssima renda.
Com a atualização anunciada pelo C6 Bank, esse cenário mudou completamente.
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O cartão passou a oferecer uma das maiores taxas de acúmulo do mercado, especialmente para gastos realizados no exterior, consolidando-se como uma das principais opções para quem busca maximizar o retorno das despesas em programas de fidelidade.
A mudança também fortalece o posicionamento do Graphene dentro da nova geração de cartões premium, que combina altas pontuações, acesso ilimitado a salas VIP e benefícios exclusivos voltados para investidores e viajantes frequentes.
Itaú Personnalité perde espaço
Se por um lado o C6 avançou, por outro o Itaú acabou ficando para trás.
O Itaú Personnalité World Legend, que já não liderava o mercado em pontuação, agora ocupa a última posição entre os principais cartões World Legend disponíveis no Brasil quando o assunto é geração de pontos.
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O problema não está apenas na comparação com o Graphene.
Nos últimos anos, o mercado passou por uma verdadeira corrida por benefícios. Bancos como BRB, Santander, Caixa, Unicred e diversas cooperativas começaram a lançar produtos mais agressivos, com melhores multiplicadores, mais acessos a salas VIP e programas de relacionamento mais sofisticados.
Enquanto isso, o Itaú manteve praticamente a mesma estrutura de pontuação dos últimos anos.
Nem o segmento Private escapou da comparação
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos especialistas foi o fato de o novo Graphene ter ultrapassado até mesmo os cartões destinados ao segmento Private do Itaú.
Embora sejam produtos voltados para públicos semelhantes, o cartão do C6 agora apresenta um potencial de geração de pontos superior ao oferecido pelos cartões premium da divisão de gestão de patrimônio do maior banco privado do país.
Isso demonstra que a disputa deixou de ser apenas entre bancos tradicionais e fintechs. Agora, a competição acontece diretamente no topo da pirâmide financeira.
O mercado mudou
Durante muito tempo, possuir um Mastercard Black ou Visa Infinite era suficiente para diferenciar um cliente.
Hoje, isso já não acontece.
A popularização dos cartões premium fez com que os bancos criassem uma nova hierarquia de produtos.
Os cartões Black e Infinite tradicionais passaram a ocupar uma posição intermediária, enquanto uma nova geração de produtos premium e ultra premium passou a concentrar os maiores benefícios.
Entre eles estão cartões como BRB DUX, Santander Unlimited, Caixa Altus, Unicred Ímpar, Aeternum, The One e os diversos World Legend que começam a ganhar espaço no mercado brasileiro.
Esses produtos possuem algumas características em comum:
- Anuidades elevadas;
- Salas VIP ilimitadas;
- Benefícios para acompanhantes;
- Pontuações cada vez mais agressivas;
- Serviços personalizados;
- Foco em clientes de alta renda e private banking.
O que o Itaú precisa fazer?
O Itaú continua sendo uma das instituições mais fortes do país e possui uma base extremamente fiel de clientes Personnalité e Private.
No entanto, a movimentação do C6 mostra que apenas a força da marca já não é suficiente para liderar o mercado premium.
Clientes que concentram altos volumes de gastos passaram a comparar detalhadamente fatores como:
- Acúmulo de pontos;
- Conversão para programas de fidelidade;
- Salas VIP;
- Benefícios em viagens;
- Custos de manutenção;
- Exclusividade dos serviços.
Nesse cenário, muitos especialistas acreditam que o Itaú precisará atualizar seus cartões premium para evitar uma perda gradual de competitividade.
Uma nova fase para os cartões premium
A atualização do C6 Graphene mostra claramente para onde o mercado está caminhando.
Os bancos estão investindo cada vez mais em produtos destinados à alta renda, com anuidades superiores a R$ 3 mil, acesso ilimitado a lounges e pontuações que ultrapassam facilmente os padrões observados há poucos anos.
Mais do que uma simples melhora de benefícios, o movimento representa uma mudança estrutural no segmento.
E, neste momento, o C6 Bank parece ter dado um passo à frente, enquanto o Itaú passa a conviver com uma pressão crescente para reagir.
A questão agora é saber quanto tempo levará para o maior banco privado do Brasil responder a esse novo cenário e recolocar seus cartões World Legend entre os mais competitivos do mercado.
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