Rio de Janeiro ganha novo pacote de editais do Ministério da Cultura
Por MRNews
Um novo pacote de editais do ciclo II da Política Nacional Aldir Blanc, totalizando investimento de R$ 38,896 milhões, está sendo destinado pelo Ministério da Cultura (MinC) à cultura carioca. O novo pacote de editais foi lançado no Palácio Gustavo Capanema, na capital fluminense, na última sexta-feira (16), e contou com as presenças do secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, e do secretário municipal de Cultura do Rio, Lucas Padilha.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, ressaltou que esse “é o maior investimento direto em cultura feito pelo governo do Brasil no Rio de Janeiro, com um pacote de editais que são divididos pela prefeitura carioca em mais de 15 áreas de atuação, que vão desde o fomento direto à residência artística, formação de plateias e editais específicos para o desenvolvimento do setor do audiovisual”.
Tavares acrescentou que esse conjunto completo de editais culmina em um edital para ações continuadas, para grupos, coletivos e atividades que atuam de forma recorrente, o que alinha esses novos editais do Rio com as novas políticas da Lei Aldir Blanc. “Foi um lançamento muito esperado pela comunidade e muito bem sucedido”, afirmou o secretário-executivo do MinC.
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Os novos editais, que somam R$ 13,4 milhões em sua primeira etapa de lançamento, incluem o edital Mestre Bira Presidente (R$ 1 milhão), Apoio a Ações Locais – Cineclubes (R$ 3,4 milhões), Ações Locais (R$ 3,2 milhões), Mediação e Formação de Plateia (R$ 3 milhões), Produção de Mostras e Festivais de Audiovisual (R$ 300 mil), Produtos Culturais – Fluxo Contínuo (R$ 800 mil) e o Prêmio João e Júlia do Rio (R$ 615,5 mil).
Reconhecimento
O secretário-executivo do MinC também explicou sobre o Prêmio João e Júlia do Rio, que reconhece pessoas que contribuíram para o mundo literário carioca.
O nome homenageia João do Rio, jornalista, cronista, contista, romancista, tradutor e teatrólogo brasileiro, segundo ocupante da cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras (ABL), para onde foi eleito em 7 de maio de 1910;
Já Júlia Lopes de Almeida foi escritora, cronista, teatróloga e abolicionista brasileira, que integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejou a criação da ABL. Entretanto, na primeira reunião da Academia, seu nome foi excluído porque os fundadores optaram por manter a instituição exclusivamente masculina, seguindo a Academia Francesa, que lhes servia de modelo. O veto à participação de mulheres na ABL só terminou em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz para a cadeira número 5.
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Márcio Tavares informou que o Prêmio João e Júlia vai reconhecer livreiros, livrarias, pessoas do mundo literário que contribuíram para o desenvolvimento desse setor no Rio de Janeiro.
“É um prêmio inédito e que também está na esteira do desenvolvimento do Rio Capital Mundial do Livro, reconhecimento que a cidade recebeu através da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)”.
O secretário-executivo lembrou que essa foi a primeira vez que uma cidade de língua portuguesa recebeu esse reconhecimento. “Isso deixa como legado essas políticas que vão fortalecendo também a vocação do Rio de Janeiro para o livro, a literatura e a escrita”.
Estímulo
Tavares não tem dúvidas de que o prêmio e o título de Capital Mundial do Livro estimulam ainda mais a cultura no município do Rio de Janeiro.
“Estimula muito porque o Rio de Janeiro é uma referência cultural do Brasil, uma cidade que tem uma diversidade cultural imensa. E é por isso que essa diversidade de editais, de linguagens e iniciativas contempladas agradou muito ao governo federal, porque busca dar abrangência, tanto territorial quanto de linguagem, necessária para responder a essa cidade que respira cultura”.
