Bastidores de como SC alcançou 1,3 milhão de cirurgias são tema da estreia do podcast “O Melhor Estado do Brasil”

Foto: Divulgação/Secom GOVSC

Após uma década de espera por uma cirurgia eletiva, um paciente finalmente passou pelo procedimento, evitando que seu caso evoluísse para uma emergência. Esse tipo de espera, que por anos afetou milhares de catarinenses na fila, deixou de ser realidade em Santa Catarina após uma série de medidas do Governo do Estado na saúde pública.

Com mais de 1,3 milhão de cirurgias realizadas desde 2023, SC se tornou referência nacional no número de cirurgias eletivas — e os bastidores da redução das filas históricas são revelados no primeiro episódio do podcast “O Melhor Estado do Brasil”, que estreia nesta terça-feira, 14.

O programa, lançado por meio da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), revela os bastidores, investimentos e políticas públicas que colocam Santa Catarina como referência nacional em diferentes indicadores.

O primeiro episódio recebe como convidado o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, que detalha os fatores que permitiram a realização das mais de 1,3 milhão de cirurgias desde 2023. Entre eles: a criação da Tabela Catarinense e a autorização para que hospitais realizem procedimentos com pagamento administrativo, enquanto aguardam a habilitação do Ministério da Saúde.

Diogo Demarchi Silva é servidor público e iniciou sua carreira na saúde pública em 2008, no município de Biguaçu. Sua trajetória inclui passagens pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Mestre em Saúde Coletiva, tem formação voltada à gestão e saúde digital. Em 2023 assumiu como secretário adjunto de Estado da Saúde e, desde 2024, está à frente da Pasta, com foco em planejamento, inovação e qualificação da rede pública, da atenção primária à alta complexidade.

Apresentado pelo jornalista Thiago Machado Santaella e coproduzido pela jornalista Dhandhara Costa, o podcast apresenta, a cada episódio, histórias, investimentos, políticas públicas e fatores que compõem o protagonismo catarinense em áreas como segurança pública, cooperativismo, saúde, empreendedorismo, entre outras.

O episódio completo já está disponível aqui e nas plataformas digitais do Governo do Estado de Santa Catarina.

O que é a Tabela Catarinense?

Desde o início da gestão, a decisão de priorizar a saúde e focar na fila de espera do Sistema Único de Saúde resultou na criação de diferentes iniciativas, que elevaram o número de procedimentos, totalizando cerca de 1,3 milhão de cirurgias desde 2023. 

Uma dessas iniciativas foi a Tabela Catarinense, por meio da qual o Governo do Estado ampliou o valor pago aos prestadores de serviços pelas cirurgias eletivas, impactando mais de 900 procedimentos, incluindo atendimentos de alta complexidade. Em alguns casos, o valor pago pode ser até 12 vezes maior que o previsto pelo SUS.

Entre as 1,3 milhão de cirurgias realizadas no Estado, dois a cada três procedimentos (cerca de 66%) foram cirurgias eletivas, o que torna Santa Catarina, proporcionalmente, o Estado que mais tira pessoas da fila de espera do SUS. Especialidades como bariátrica e ortopedia registraram um aumento de 500% e 200% respectivamente.

O secretário Diogo acredita que os números tendem a aumentar como resultado do trabalho entregue no serviço público estadual: “Esse número tende a crescer, porque a população, muitas vezes, aquela que tem um plano de saúde ou que vai no particular, passa a procurar o serviço público, e faz parte da nossa missão. É isso que a gente tem que entregar, já que a população arrecada impostos, tem uma carga tributária, então a gente está devolvendo em qualidade de vida para a nossa população.”

Autorizações do Estado para acelerar cirurgias

Entre os pontos abordados no podcast, o secretário também detalha as medidas implementadas pelo Estado para acelerar o atendimento e desburocratizar processos. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) autoriza hospitais a iniciarem serviços (como cirurgia bariátrica, ortopedia de alta complexidade, trombectomia mecânica e oncologia) e realiza o pagamento administrativo, sem aguardar pela portaria de habilitação do Ministério da Saúde. 

Atualmente, cerca de 32 serviços funcionam nesse modelo. Em 2024, mais de R$ 60 milhões foram pagos administrativamente para viabilizar esses atendimentos.

O secretário também antecipou planos para a saúde da população catarinense. Desde 2023, o Estado incorporou 291 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o maior número de leitos abertos por um estado no Brasil no período, e prevê a ampliação contínua até 2027, acompanhando o crescimento populacional.

Ele explica o raciocínio a longo prazo: “a gente tem que enxergar Santa Catarina não só para agora, mas para daqui a 5, 10, 15, 20 anos, porque eu tenho 8.187.000 pessoas pelo IBGE, mas cadastrados no nosso sistema temos 9 milhões e crescendo, não só pela natalidade, mas pela migração, principalmente. Então eu tenho que olhar a minha população lá na frente. E para eu olhar lá na frente, eu tenho que ter essas obras estruturantes que a gente está fazendo desde agora.”