Por MRNews
A liquidação do Will Bank acendeu um alerta em milhões de brasileiros: afinal, quando o dinheiro será devolvido e quem realmente vai pagar essa conta?
A resposta passa por um ponto crucial que muita gente ignorou até agora: a maioria dos clientes não tinha conta corrente — e sim conta de pagamento. E isso muda completamente as regras do jogo.
A verdade que poucos entenderam: você não tinha conta corrente
Diferente de bancos tradicionais, grande parte das fintechs — incluindo o Will — não opera com conta corrente clássica.
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Na prática, o cliente tinha uma conta de pagamento, que funciona assim:
Conta de pagamento:
- Usada para movimentar dinheiro (Pix, cartão, boletos)
- Baseada em moeda eletrônica
- Não é considerada depósito bancário tradicional
- Pode ter regras diferentes de proteção
Conta corrente:
- Produto bancário tradicional
- Dinheiro depositado diretamente em um banco
- Cobertura mais clara do Fundo Garantidor de Créditos
- Regulamentação bancária mais completa
👉 Ou seja: fintech, via de regra, trabalha com conta de pagamento — não conta corrente.
E foi exatamente isso que pegou muitos clientes de surpresa no caso do Will Bank.
Quem está pagando os clientes?
Existem duas fontes diferentes de pagamento:
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1. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos)
O FGC entra apenas nos casos de produtos elegíveis, como:
- CDBs
- RDBs
- Outros investimentos cobertos
2. O próprio processo de liquidação
Já o dinheiro da conta de pagamento (saldo do dia a dia) não depende diretamente do FGC — ele vem da própria liquidação da instituição.
Antecipação liberada: quem já pode receber
Para acelerar o processo, o FGC liberou uma antecipação emergencial para parte dos clientes.
Quem pode sacar agora:
- Clientes com até R$ 1.000 a receber
- Valores ligados a produtos cobertos pelo FGC
- Conta validada no aplicativo do Will Bank
Cerca de 6 milhões de pessoas estão nessa etapa.
O valor liberado nessa fase chega a aproximadamente R$ 200 milhões.
Como receber pelo aplicativo
O processo é simples, mas exige atenção:
- Acesse o app do Will Bank
- Vá até a área de antecipação
- Confirme seus dados
- Veja o valor disponível (até R$ 1.000)
- Aceite os termos
- Transfira o dinheiro para outra conta da mesma titularidade
⚠️ Importante: o dinheiro não fica livre no app — precisa ser transferido.
E quem tem mais de R$ 1.000?
Se você tinha valores maiores, será necessário esperar.
Nesse caso:
- O pagamento ainda depende da consolidação da lista de credores
- A solicitação será feita pelo app do FGC
- O limite segue a regra padrão (até R$ 250 mil, dependendo do produto)
E o saldo da conta de pagamento?
Aqui está outro ponto importante.
O saldo comum que ficava no app (como dinheiro de Pix, por exemplo):
- Não entra automaticamente na garantia do FGC
- Está sendo devolvido separadamente
- Soma cerca de R$ 25 milhões no total
Esse valor também está sendo liberado via aplicativo do Will Bank.
Alerta máximo: golpes estão acontecendo
Com a liberação dos valores, criminosos estão tentando se aproveitar.
Fique atento:
- O FGC não liga nem manda mensagem
- O Will Bank não pede senha ou código
- Não existe “facilitador” para liberar dinheiro
Se alguém prometer acelerar o pagamento, é golpe.
O que esperar agora
O processo ainda está em andamento e deve seguir em etapas:
- Pagamentos maiores serão liberados depois
- O app do FGC será usado na próxima fase
- A devolução total depende do avanço da liquidação
Conclusão
O caso do Will Bank escancarou uma realidade que muita gente desconhecia: ter dinheiro em uma fintech não é o mesmo que ter dinheiro em um banco tradicional.
A diferença entre conta corrente e conta de pagamento impacta diretamente na forma como o dinheiro é protegido — e principalmente, na velocidade com que ele é devolvido.
Se você era cliente, o caminho agora é acompanhar os canais oficiais e agir com cautela. O dinheiro está sendo pago, mas não da forma que muitos imaginavam.
