EX KEN HUMANO, JESSICA ALVES, QIER SER A 1ª MULHER TRANS A FICAR GRÁVIDA APÓS TRANSPLANTE DE ÚTERO

EX KEN HUMANO, JESSICA ALVES, QIER SER A 1ª MULHER TRANS A FICAR GRÁVIDA APÓS TRANSPLANTE DE ÚTERO

Agosto 24, 2021 Não Por Reis. Hugo

Jessica Alves, 38, que ficou famosa após passar por mais de 70 cirurgias plásticas para se tornar o Ken Humano, assumiu sua transexualidade em 2019. Agora, a influencer pode ser a primeira mulher trans a realizar um transplante de útero.

 

Segundo o Daily Mail, ela está no Brasil e já agendou a cirurgia, mas antes deve passar pelos exames pré-operatórios. “Eu fiz muitos exames na Turquia para ver se podia fazer a cirurgia, mas mudei de ideia e vou ao Brasil onde minha família está”, declarou ao site britânico.

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Jessica garantiu que só irá fazer o transplante se estiver segura e que irá manter em sigilo a identidade do médico. A complexa cirurgia vai custar 30 mil libras esterlinas, cerca de 221 mil reais.

 

A influencer afirmou que gostaria de engravidar de forma natural, mas não será possível pois as trompas não estarão ligadas ao útero.

 

“Há alguns médicos muito bons aqui que, com sorte, poderiam fazer isso. A cirurgia é factível, da mesma forma que a cirurgia é feita em uma mulher biológica. Para uma mulher transgênero, é exatamente a mesma coisa. Para engravidar, preciso fazer um tratamento de fertilização in vitro após a cirurgia”, contou Jessica.

 

 

O único registro anterior de mulher trans que tentou a cirurgia de transplante de útero foi em 1933, com a dinamarquesa Lili Elbe, a primeira pessoa transexual a passar por cirurgias de mudança de gênero. Primeiro, ela se submeteu a uma castração cirúrgica, e diversas outras intervenções. A última foi a implementação do útero, aos 49 anos, mas ela não resistiu e morreu três meses depois por consequencia da infecção, dias antes de completar 50 anos.

JÁ  ACONTECEU

Na história da medicina, foi somente há sete anos que o primeiro bebe nasceu de um útero transplantado. Nesse período, o procedimento deixou de ser tão experimental e, pelo menos, 60 transplantes do tipo já foram realizados no mundo, sendo que pelo menos 18 foram bem-sucedidos. Agora, pesquisadores questionam até onde a ciência pode avançar na questão, levantando novas possibilidades, como as dos transplantes em mulheres trans e o potencial do órgão para gerar bebês saudáveis.

“Não há uma razão ética para negar o acesso ao procedimento”, afirma Jacques Balayla, obstetra-ginecologista e cientista clínico da Universidade McGill, no Canadá. Ao lado de outros quatro pesquisadores, o médico publicou um artigo na revista científica Bioethics, discutindo as perspectivas do transplante para mulheres trans. Durante a evolução da medicina, cientistas quebraram paradigmas e foram julgados, como nos estudos sobre a fertilização in vitro, mesmo que tenham permitido que milhares de famílias se formassem.

Mulheres trans poderiam engravidar no futuro?

Segundo os autores do estudo, a eventual implantação de um útero doado e a gestação no corpo de um indivíduo trans não deve representar nenhuma barreira fisiológica, desde que várias condições e ausências nesse processo sejam suplementadas. No entanto, a questão continua a ser ainda teórica e experimentos do tipo não foram tentados.

“Uma mulher que nasce sem útero” e uma mulher trans que faz a transição “devido à disforia de gênero têm uma reivindicação semelhante à maternidade se considerarmos que ambas têm direitos equivalentes para cumprir o potencial reprodutivo de seu gênero”, aponta Balayla. A partir deste ângulo, o médico apoiaria a realização de pesquisas aprovadas para estes fins.

Com o início dessa discussão, Balayla pensa que será possível desenvolver uma estrutura ética, a fim de avaliar quais circunstâncias devem ser discutidas para aquelas que buscam o procedimento.

 

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Fonte: mrnews.com.br/index.php/2021/08/23/ex-ken-humano-jessica-alves-qier-ser-a-1a-mulher-trans-a-ficar-gravida-apos-transplante-de-utero